Bisbilhote o site à vontade:
Arquivos

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Tricô
Cacau Menezes

Dos seus 55 anos de vida, 31 são dedicados ao Grupo RBS. Paizão de quatro filhos e casado com uma criciumense, o colunista mais lido de Santa Catarina, que perde o amigo, mas não a notícia, cita a importância de nossa cidade em sua caminhada e revela que só deixaria de escrever em troca de um bom prêmio lotérico.

PITY: Um breve currículo.

CACAU: Cláudio de Menezes, nasci em 1955, em Floripa. Comecei com 13 anos de idade como o mais jovem locutor esportivo do Brasil, numa época que o Metropol, time de Criciúma da família Freitas, era nosso maior orgulho. Já tenho 31 anos de RBS. Estou no Jornal do Almoço desde o primeiro dia, cinco de novembro de 1979.

PITY: Nessa briga de diploma e não diploma, Cacau é ou não é um jornalista?

CACAU: Um jornalista sem diploma, mas isso não vale mais nada. Caiu a obrigatoriedade do diploma. Mas não sou muito fissurado em ser reconhecido como jornalista. Cada um me vê como quer. Jornalista, comunicador, colunista, apresentador de tevê, locutor, boêmio, vagabundo, praieiro, sei lá, sou um pouco de cada coisa. Sou Cacau. Isso basta.

PITY: Você comanda a coluna mais lida do Estado. Como lidar com o ego da turminha que faz de tudo para aparecer?

CACAU: Faz parte do show. Todo mundo gosta de aparecer. O colunável e o colunista. Sei lidar com eles. Não tenho nenhum problema com os loucos por coluna. Até gosto. São esses que valorizam o meu trabalho. Mas para aparecer na minha coluna não basta apenas ter a vontade, é preciso fazer por merecer.

PITY: O que não emplaca de jeito algum em sua página?

CACAU: Nada.

PITY: Você passa uma imagem de "nem aí para a opinião alheia". Procede? Que tipo de opinião a seu respeito lhe desconforta?

CACAU: Não gosto, como qualquer pessoa, da crítica injusta, da oposição burra e cega, da inveja, da maldade, da calúnia. O resto a gente tira de letra. Falem mal, mas falem de mim.

PITY: Apesar do Diário ser catarinense, vocês, colunistas, focam suas notícias principalmente na capital. Não seria, de certa forma, um descaso com os leitores de outras cidades?

CACAU: O colunista sou eu, não os leitores. Falo do que me interessa, sem me preocupar com esse tipo de patrulha. Quando a notícia é boa ela não tem casa.

PITY: O que faria você definitivamente desistir/parar de escrever?

CACAU: Um grande prêmio de loteria.

PITY: Defina a RBS em uma palavra.

CACAU: A gente briga, mas a gente se ama. Me deram as melhores oportunidades da minha vida. Gratidão eterna.

PITY: Logo, logo, Cacau vai ser avô. Como recebeu a notícia?

CACAU: Se tu dix?

PITY: Quem paga mais mico na noite de Floripa? As periguetes ou os velhos babões?

CACAU: Não conheço nem elas e nem eles. Paga mico quem fica em casa vendo a turma se divertir na rua.

PITY: Cacau perde o amigo, mas não perde a notícia ou já deixou de publicar muita coisa por respeito aos seus?

CACAU: Perco o amigo. Nunca deixei de publicar nada que quis.

PITY: De olho na juventude, se pudesse, que tribo eliminaria do globo? E por quê?

CACAU: Motoqueiros, roqueiros, boleiros, putas, maconheiros, engenheiros, médicos, magistrados... Cada um tem o seu valor na sociedade.

PITY: Uma referência no colunismo brasileiro.

CACAU: Zózimo Barroso do Amaral, o melhor de todos.

PITY: Como é sua relação com sua esposa e filhos? O fato de ser o colunista "da última página" já trouxe desavenças pessoais?

CACAU: Todo homem já teve ou tem desavenças. Nossa vida é igual a sua. Você nunca teve desavenças? Problemas existem para serem resolvidos. Nessas horas é que se vê quem é grande e quem é pequeno.

PITY: Um lugar que sonha conhecer?

CACAU: Tóquio.

PITY: Em todos esses anos de estrada, são mais amigos ou inimigos no currículo?

CACAU: 90% de amigos e admiradores.

PITY: Uma personalidade que sempre terá espaço em sua coluna?

CACAU: Jesus Cristo.

PITY: O glamour de Jurerê Internacional: realidade ou fantasia?

CACAU: Um pouco de cada coisa. Gosto mais de Jurerê, onde moro, agora, sem os haoles exibicionistas. Mas também curto a loucura do verão. Tem muita mulher. Adoro mulher.

PITY: Compare a Floripa de ontem com a Floripa de hoje.

CACAU: Éramos felizes e sabíamos. Agora, estamos em dúvida.

PITY: Três palavras para substituir o velho "sexo, drogas e rock'n roll"?

CACAU: Pode ser quatro? Manoel, Maria Cláudia, Maria Vitória e Maria Cândida, meus filhos lindos e queridos que eu adoro.

PITY: O que há de pior e de melhor num high society?

CACAU: A falsidade, a fofoca, o deslumbramento, a traição, o excesso de vaidade. O que é bom é a festa. A turma do champanhe bota pra foder...

PITY: Afinal, por que todo mundo vai parar em Floripa?

CACAU: Porque é o melhor lugar do mundo.

PITY: O que Cacau sabe de Criciúma?

CACAU: Quase tudo e quase nada.

PITY: Deixe um recado para os seus leitores de Criciúma.

CACAU: Eu amo vocês e os tenho como minha segunda casa. Meu caso com Criciúma é antigo. A mãe dos meus filhos é criciumense, o Metropol me enchia os olhos, a minha vida passa por Criciúma.